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Drax, Gomora, Starlord, Groot e Rocket - guarde bem esses nomes! |
Assistindo Guardiões da Galáxia, me senti aquele cara que estava na sessão de Star Wars em 1977, rindo do humor de Han Solo, vidrado na humanização de personagens como R2-D2 e C3-PO e enlouquecido pelas cenas de batalha espacial. 37 anos passaram e isso nunca mais foi visto nos cinemas. Até agora...
Tudo o que a franquia Star Wars abandonou, toda a seriedade da franquia Jornada nas Estrelas e as mensagens sociais de Avatar, deixaram esse gênero sisudo e calcado apenas nas cenas de ação e nos melhores efeitos visuais que a tecnologia podia fornecer. E, talvez, por isso, ainda tenhamos saudades daquela tosqueira oitentista de filmes como Mercenários das Galáxias ou O Último Guerreira das Estrelas. Não porque eram bons, mas porque não se levavam tão as sérios e nos divertiam, acima de tudo. Guardiões das Galáxias é exatamente como o primeiro Piratas do Caribe - divertido, movimentado, descompromissado - só que no espaço.
Criado pela Marvel em 1969, o grupo não é este que vemos na tela hoje. Ao longo dos anos, muitos galáticos entraram e saíram de Os Guardiões das Galáxias. O meio-humano Starlord, a guerreira Gamora, o destruidor Drax e o guaxinim Rocket foram criados nos anos 70 e a "árvore" Groot apareceu pela primeira vez em 1960, antes mesmo da criação de O Quarteto Fantástico, por exemplo. Eles só foram reunidos nesta formação para os quadrinhos em 2007.

Os efeitos visuais são incríveis, mas não trazem nada de novo. Ainda assim, sem dúvida é aquele que exigiu uma maior quantidade de CGI da Marvel, mais até mesmo do que Os Vingadores.
A trilha sonora poderia, facilmente, ter sido selecionada pelo diretor Quentin Tarantino - é um tipo de seleção que ele faz para seus filmes. Sabe aquelas pérolas do passado? Blue Swede, Jackson 5, The Runnaways, 10cc, David Bowie, entre tantos... E não é "Starman" ou "Space Oditty" de Bowie que toca, mas sim a esquecida "Moonage Daydream". E a forma com que elas são inseridas na trama, de forma natural, é mais um ponto positivo.
Então se minha nota para o filme seria 10, com detalhes como esse é que finalizo a crítica com uma nota 11. Mais do que imperdível.
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